TCE-PR confere lotação dos ônibus de Curitiba durante pandemia da Covid-19

Na mais recente fase de sua auditoria do contrato do transporte coletivo de Curitiba, uma equipe de seis servidores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) verificou in loco, nos dias 4, 6 e 11 de agosto, a lotação dos ônibus que circulam na capital paranaense. Para tanto, foram vistoriadas estações-tubo localizadas em diferentes pontos da cidade, sempre a uma distância segura dos usuários do serviço.

O objetivo foi analisar se está sendo cumprido, na prática, o distanciamento social preconizado no artigo 1º, inciso II, da Lei Municipal nº 15.627/2020. A norma estabeleceu o Regime Emergencial de Operação e Custeio do Transporte Coletivo, que prevê aumento nos pagamentos da prefeitura às empresas prestadoras do serviço, para que elas possam garantir a mínima lotação dos veículos, a fim de impedir o contágio dos passageiros pelo novo coronavírus.

Conforme o analista de controle Fernando Matheus da Silva, que coordena a atividade, os resultados da verificação serão encaminhados em breve à administração municipal. Após a manifestação desta, será consolidado o relatório final da auditoria, que integra o Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2020 do TCE-PR.

Desde o dia 17 de abril, servidores do corpo técnico do Tribunal estão analisando documentos e informações prestadas pela Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), com foco nos seguintes pontos: eficiência no acompanhamento e remanejamento da oferta em face às mudanças na demanda; suficiência de controle sobre os custos do sistema para o pagamento do subsídio; e adequação da fiscalização frente às atribuições relacionadas à pandemia da Covid-19.

PAF 2020

Depois de cumprir a meta de executar ao menos uma fiscalização presencial nos 399 municípios paranaenses no quadriênio 2016-2019, neste ano o TCE-PR priorizou os critérios de risco, relevância e materialidade nos temas incluídos no PAF 2020, com foco mais voltado à qualidade dos serviços públicos. Essa priorização está alinhada ao Plano Estratégico 2017-2021 da Corte.

Ao longo do ano, o Tribunal deverá fiscalizar 54 objetos, de 21 áreas essenciais da administração pública municipal e estadual, por meio de cinco instrumentos: acompanhamento, auditoria, inspeção, levantamento e monitoramento. As fiscalizações são feitas por equipes profissionais multidisciplinares. A definição de temas prioritários não impede o atendimento de demandas extraordinárias relevantes que exijam a atuação do Tribunal. Da mesma forma, as demais ações de controle externo relativas às atribuições legais da Corte estão sendo desempenhadas normalmente, independentemente do PAF.

Edições anteriores

Todos os achados e as recomendações feitas pelo Tribunal a partir das auditorias presenciais realizadas nas edições de 2016 a 2018 do PAF estão disponíveis para consulta em um mapa interativo, publicado no portal do Tribunal na internet. O objetivo do material é facilitar a consulta e a compreensão de informações técnicas e estimular o cidadão a exercer o controle social do gasto e das políticas públicas executadas no seu município.

Autor: Diretoria de Comunicação Social

Fonte: TCE/PR